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EXECUTANDO MANOBRAS AVANÇADAS

 

ATENÇÃO: Execute estas manobras somente sobre a água, com toda estrutura de resgate e supervisão de um instrutor habilitado para realização deste tipo de situação. É importante que o piloto antes de realizar cada manobra, já tenha entendido e mentalizado todos os movimentos que ele irá executar. Uma dica importante é manter as pernas abertas e dobradas por baixo da selete, isto pode ser utilizado também voando em condições de voo turbulento e faz com que o conjunto piloto/parapente tenha maior estabilidade.

 

1-Fechada Frontal

Entrada:O piloto puxa com as duas mãos os dois tirantes “A” simultaneamente, e após o colapso libera imediatamente os tirantes.

Comportamento: O bordo de ataque do parapente irá sofrer um colapso.

Saída: Normalmente o parapente recupera-se sozinho. Dar uma “bombada” nos dois freios simultaneamente acelera a abertura, porém o movimento não pode ser muito forte para evitar uma entrada em Full Estol.

Cuidados: Manter as pernas abertas e dobradas em baixo da selete aumenta a estabilidade. Manter leve pressão nos dois freios após o colapso irá evitar um forte avanço da vela.

 

2-Fechada Assimétrica:

Basta soltar um dos freios, pegar por completo o tirante A do mesmo lado que você soltou o freio e puxar com força, fazendo com que metade da vela se feche, se você se sentir inseguro para provocar uma fechada destas proporções, você pode iniciar pegando 2 linhas externas do tirante A, provocando uma fechada de aproximadamente 35% da vela.

Quando o piloto provocar a fechada assimétrica, ou mesmo levar uma fechada involutária em caso de turbulência, o piloto deve:

1º: manter o vôo em linha reta - jogando todo peso do seu corpo para o lado aberto e atuando suavemente no freio do mesmo lado para evitar que o parapente entre em curva.

2º: com o vôo estabilizado em linha reta - bombar o lado fechado com força e amplitude (fazer varias bombadas fracas não vai reabrir seu parapente, o movimento deve ser forte e levando a mão bastante para baixo).

O piloto deve repetir o treinamento até se sentir seguro, e fazer o exercício tanto para direita como para esquerda.

Entrada: O piloto puxa com uma mão um dos tirantes “A”, esta lado irá entrar em colapso e o piloto deve liberar o tirante imediatamente.

Comportamento: Metade do parapente irá fechar, e o parapente continuará voando sustentado pela outra metade que está aberta. Neste tipo de situação, o parapente tem tendência de entrar em curva cada vez mais acentuada para o lado fechado.

Saída: a primeira reação do piloto deve ser de manter o vôo em linha reta, jogando o peso do seu corpo e freando o lado aberto do parapente. Após estabilizar o vôo em linha reta, o piloto deve “bombar” o freio com um movimento de grande amplitude no lado fechado do parapente, para ele reabrir. As vezes é necessário dar mais uma “bombada” para recuperar por completo o velame.

Cuidados: Manter as pernas abertas aumenta a estabilidade. Estabilizar o vôo em linha reta antes de “bombar” o freio do lado fechado. Não exagerar no freio do lado aberto para evitar que a vela entre em Full Estol ou Negativa.

 

3-Pêndulo Frontal (golfinhos)

O piloto deve alinhar-se contra vento, atuar no freio diminuindo sua velocidade, e repentinamente soltar os freios, deixando que a vela avance a frente, que ganhe energia, volte a sua cabeça e no momento que iniciar uma leve subida com a energia que voce adquiriu na descida do pêndulo, atuar novamente nos freios lento e progressivamente, tomando cuidado para não estolar a vela. Quando sua velocidade reduzir com a vela posicinada atrás da sua cabeça, libere novamente os freios mais uma vez e repita o mesmo movimento, fazendo com que os pêndulos sejam cada vez mais amplos e com mais energia. Um exercício que ajuda muito em entrada e saída de térmicas.

Entrada: O piloto provoca pêndulos frontais, freando e liberando os comandos, com ritmo e aumentando cada vez mais a amplitude dos pêndulos.

Comportamento: muito estável e de fácil controle.

Saída: Basta não atuar nos freios para que o movimento pendular se neutralize.

Cuidados: Não exagerar nos freios, sob o risco de provocar um Full Estol.

 

4-Pêndulo Lateral (Wing Over)

Outro exercício importante é realizar pêndulos laterias, como um wingover com pouca energia. Basta fazer pequenas curvas, uma para direita, outra para esquerda, e outra para direita, outra para esquerda e assim sucessivamente, tentando ampliar cada vez mais o ângulo da sua curva. Jogar o corpo na selete é fundamental para aumentar a amplitude dos pêndulos e ganhar mais energia. Comece devagar e vá ampliando seus pêndulos gradativamente conforme você vai aprendendo a controlar as curvas.

Entrada: o piloto começa jogando corpo e freando para direita, repentinamente para de fazer os comandos, aguarda o parapente ganhar um pouco mais energia e então faz o mesmo comando para esquerda, cada vez aumentando o ângulo do pêndulo.

Comportamento: pendular, estável quando realizado com os comandos no momento certo, podendo ficar instável e até provocar colapsos quando o piloto atrasa ou adianta demais os comandos.

Saida: basta dimunuir a intensidade dos comandos, diminuindo o ângulo dos pêndulos gradativamente.

Cuidados: Jamais realize pêndulos próximo ao chão ou relevo - nesta manobra normalmente o piloto sofre alguns colapsos até compreender por completo os movimentos. È uma manobra de alto risco quando efetuada de maneira errada, podendo vir a sofrer colapsos, gravata e negativa. Manter as pernas abertas durante a manobra ajuda a manter a estabilidade.

 

5-Espiral

È importante que todo piloto saiba como realizar uma espiral, que é uma das manobras que é possível atingir até 20m/s de taxa de afundamento e ajuda na segurança. Basta iniciar uma curva para um lado, freando e jogando o corpo para o mesmo lado, deixando o parapente adquirir energia. O piloto deve iniciar fazendo somente uma volta e saindo, controlando o pêndulo na saída. Quando já estiver habituado, começar a aumentar lenta e progressivamente o numero de voltas e sentindo como se adquire a energia na espiral. Importante: procurare fazer a saída da espiral em linha reta e sem nenhum tipo de pêndulo (frontal ou lateral).

Entrada: Basta jogar o corpo e atuar no freio para o mesmo lado. O comando deve ser lento e progressivo.

Comportamento: Muito estável e seguro quando realizado com pouca energia. Uma espiral forte pode chegar a 8 vezes a força da gravidade e provocar desmaio no piloto. Normalmente a saída de uma espiral forte só é possível atuando no freio externo da curva.

Saída: Deve ser muito lenta e progressiva, sem nenhum pendulo frontal ou lateral.

Cuidados: Especial cuidado deve ser dado a saída da espiral – uma saída muito rápida irá provocar um grande pêndulo, que poderá provocar um colapso e o piloto pode até cair dentro da vela. A saída deve ser lenta, dissipando a energia em 3 ou 4 voltas. Uma espiral forte não sai espontaneamente, mesmo o piloto liberando o freio que iniciou a espiral – o piloto será obrigado a atuar com delicadeza no freio externo para abrir a curva, e voltar a atuar no freio interno para não fazer uma saída brusca e sair da manobra lentamente.

 

6-Full Estol

Um dos movimentos mais impressionantes do parapente é a possibilidade de "voar" de ré. Atuando de forma progressiva e simétrica os dois freios do parapente, a velocidade será reduzida até chegar ao ponto que o parapente cai para trás da cabeça do piloto e passa a voar de ré. Neste momento, a vela cria um ângulo para trás e o piloto deve aguardar até que esse ângulo seja minimizado, para com a vela já sobre a cabeça liberar os freios para retomar o voo. De forma geral, no momento que a vela cai para trás o piloto está atuando 100% dos freios - neste momento o piloto deve soltar os freios até 50% (metade do curso do freio que ele utilizou) e aguardar que a vela deixe de estar atrás e volte sobre a cabeça, isto vai levar de 4 a 5 segundos e neste momento o voo estara estabilizado de ré, movimento que chamamos de "fly back", que é voar de ré, com uma taxa de afundamento perto de 4 a 5m/s.

Entrada: O piloto atua devagar e progressivamente os dois freios ao mesmo tempo e faz com que o parapente caia para trás do piloto e passe a voar de ré. No momento que o parapente cai para trás, o piloto deve obrigatoriamente esperar alguns segundos até que o parapente se posicione novamente na cabeça do piloto, voando de ré, para então começar a liberar os freios lento e progressivamente.

Comportamento: O parapente passa a voar de ré com estabilidade, em Fly Back. Se o parapente ficar muito instável, com as pontas bastante dobradas é porque o piloto esta atuando excessivamente os freios.

Saída: Basta liberar os freios simetricamente, com um movimento lento e gradativo.

Cuidados: Manter as pernas abertas aumenta a estabilidade. Todos os comandos devem ser simétricos – não se pode frear mais um lado do que o outro. Atenção especial ao momento que o parapente cai para trás – se neste momento se o piloto liberar completamente os freios, o parapente irá avançar com grande violência e o piloto corre o risco de cair dentro da vela. Para evitar esse risco, o piloto deve aguardar que o parapente esteja sobre a sua cabeça para então liberar os freios e recuperar o vôo. Aumentar a distancia dos mosquetões abrindo a regulagem peitoral da selete ajuda a evitar um twist.

 

7-Fly Back

atuando com menos intensidade os freios do que num full estol, é possível entrar na configuração de voar de ré sem ter a queda brusca da vela atrás da cabeça do piloto como no full estol. Quando o parapente está em fly back, visualmente o parapente fica todo desinflado, o vento bate na nuca do piloto e o parapente fica com as orelhas dobradas para frente - assim é considerado um fly back perfeito. O parapente fica muito sensível a comandos dos freios e jogo de corpo, sob o risco de provocar uma negativa caso algum destes comandos seja feito de forma brusca. Com comandos muito pequenos, é possível realizar curvas em fly back.

Entrada: O piloto atua devagar e progressivamente os dois freios ao mesmo tempo, diminuindo sua velocidade ate zero e passando a voar lentamente de ré, sem a queda brusca da vela para trás como no Full Estol.

Comportamento: O parapente passa a voar de ré completamente aberto ou fazendo pequenas orelhas nos estabilizadores.

Saída: Basta liberar os freios simetricamente, com um movimento lento e gradativo.

Cuidados: Manter as pernas abertas aumenta a estabilidade. Todos os comandos devem ser simétricos – não se pode frear mais um lado do que o outro. O parapente deve estar sobre a cabeça e estabilizado para que o piloto possa liberar os comandos e recuperar o vôo. Aumentar a distancia dos mosquetões abrindo a regulagem peitoral da selete ajuda a evitar um twist.

 

8-Negativa

O parapente é a única aeronave que consegue realizar uma negativa, girando como se fosse a hélice de um helicoptero (a manobra helicoptero - que futuramente será explicada no artigo acrobacias avançadas - nada mais é do que uma negativa estabilizada). Quando um piloto exagera no comando somente de um lado, irá provocar uma negativa para o lado que freou.

Entrada:O piloto reduz sua velocidade a perto de zero ou zero, e neste momento acelera totalmente um freio e atua forte no outro, mantendo o peso do corpo para o lado freado.

Comportamento: O lado freado passar a voar de ré e o lado acelerado passa a voar para frente, com o parapente aberto girando com um eixo vertical bem no centro do parapente.

Saída: Para sair da negativa o piloto deve frear o lado acelerado do parapente até ele parar de girar, atuar simetricamente nos dois freios e provocar um Fly Back, para então liberar os freios lentamente e recuperar o vôo.

Cuidados: Manter as pernas abertas aumenta a estabilidade. Aumentar a distância dos mosquetões abrindo a regulagem peitoral da selete ajuda a evitar um twist. Segurar com a mão o tirante do lado que você acelerou ajuda a evitar um twist.

 

 

 


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